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Priscovero

Prisco e Vero foram dois gladiadores da Roma Antiga que lutaram entre si nos Jogos Inaugurais do Coliseu, que tiveram lugar no ano 80 d.C. Da união dos seus nomes nasceu este blogue.

Priscovero

História de Alcobaça

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Além dos diversos achados arqueológicos, que se encontram espalhados por todo o município, a toponímia dá a entender que a região teve, além dos romanos, uma larga permanência de povos muçulmanos. Do primeiro período, freguesias como Alfeizerão, Évora de Alcobaça e Turquel conheceram o domínio romano. Em Turquel, há vestígios cerâmicos, silex polidos e machados neolíticos.

 

Alcobaça recebeu, desde cedo, uma especial atenção dos primeiros reis portugueses. A prová-lo está o Mosteiro Cisterciense de Santa Maria. Uma abadia que, durante o seu apogeu, era considerada uma das mais ricas e esplendorosas de toda a Europa. Nela estão os túmulos de D. Pedro I e D. Inês de Castro, jóias da escultura portuguesa do século XIV. O mosteiro terá sido fundado por D. Afonso Henriques, em 1178, por voto feito aquando da conquista de Santarém aos mouros. Foi classificado pela UNESCO, em 1989, Património Mundial.

 

Durante séculos, a economia de Alcobaça residiu sobretudo na fertilidade da terra. Os monges desenvolveram uma ação colonizadora e puseram em prática inovações agrícolas, criando uma região agrícola que perdurou até aos nossos dias.

 

O século XVIII fica marcado pela presença do Marquês de Pombal que, acudindo à calamidade provocada pelo terramoto de 1755 e pela inundação que se seguiu, impulsionou novamente o concelho.

 

Com as invasões francesas, no início do século XIX, o concelho foi destruído e a abadia pilhada. Pouco depois, o triunfo do liberalismo conduziu novamente à pilhagem do mosteiro e ao dilapidar do seu património histórico.