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Priscovero

Prisco e Vero foram dois gladiadores da Roma Antiga que lutaram entre si nos Jogos Inaugurais do Coliseu, que tiveram lugar no ano 80 d.C. Da união dos seus nomes nasceu este blogue.

Priscovero

História de Alcoutim

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As origens de Alcoutim remontam ao Calcolítico. No século II a.C., foi ocupada pelos romanos, que lhe deram o nome de Alcoutinium. Em 415, foi conquistada pelos alanos e, um século depois, pelos visigodos. Esteve sob domínio bizantino entre os anos 552 e 625. No princípio do século VIII, passou para o domínio dos mouros, que se encarregaram de fortificar a povoação.

 

Em 1240, no reinado de D. Sancho II, Alcoutim é integrada no território português. Em 1304, D. Dinis dotou-a de foral e mandou reedificar as muralhas e o castelo. O monarca doou ainda a vila à Ordem Militar de São Tiago.

 

Aqui foi celebrado o Tratado de Paz de Alcoutim, entre o rei de Portugal D. Fernando I e Henrique II de Castela, que pôs fim à primeira guerra fernandina.

 

Em 1520, D. Manuel reformou o foral anterior e elevou a vila a condado a favor dos primogénitos dos marqueses de Vila Real.

 

Alcoutim foi palco de escaramuças militares durante a Guerra da Restauração, como foi o caso, em 1642, do duelo de artilharia travado com São Lucar del Guadiana. Os últimos conflitos aconteceram entre liberais e miguelistas, que disputaram a posse do rio Guadiana. Diz-se que o célebre Remexido incendiou algumas repartições da vila.

 

Em meados do século XIX, Alcoutim mantinha ainda as muralhas da vila com as suas três portas: a do Guadiana, a de Mértola e a de Tavira.

 

O património do concelho inclui exemplares arquitetónicos de grande valor, com destaque para os vestígios arqueológicos, como a Necrópole de Vale de Condes, a villa romana do Montinho das Laranjeiras ou a Barragem Romana do Álamo.