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Priscovero

Prisco e Vero foram dois gladiadores da Roma Antiga que lutaram entre si nos Jogos Inaugurais do Coliseu, que tiveram lugar no ano 80 d.C. Da união dos seus nomes nasceu este blogue.

Priscovero

História de Alenquer

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Alenquer é fértil em vestígios arqueológicos. Entre os mais importantes, contam-se os fósseis de animais pré-históricos achados entre o Carregado e Cadafais. Em 1949, foram desenterrados, próximo do moinho do Carmo, entre Alenquer e o Carregado, grandes ossos de um dinossauro.

 

Conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1148, a vila de Alenquer foi reedificada por este rei. D. Sancho I construiu depois aqui um palácio. Senhora da vila por doação de seu pai, D. Sancha concedeu-lhe o primeiro foral. Mais tarde, Alenquer teve novas cartas de foral, dadas por D. Dinis, em 1302, e por D. Manuel, em 1510.

 

A posição estratégica da vila levou à construção de um castelo, que terá sido fundado pelos alanos, sujeito a obras pelos árabes e reconstruído por D. Afonso Henriques.

 

O concelho de Alenquer foi constituído no decorrer do processo liberal, entre 1832 e 1855. Nesse período, após a extinção dos forais, em 1832, desapareceram dois dos três antigos concelhos medievais (Vila Verde dos Francos e Aldeia Galega) que constituem o atual município. Em 1832, passou a cabeça de comarca de quinze vilas, entre as quais Aldeia Galega. Vila Verde, concelho e vila, ficou a pertencer a Torres Vedras. Posteriormente, a «novíssima reforma judicial», de 1854, deixou a comarca de Alenquer reduzida apenas a seis julgados. Em 1837, a lei de 12 de junho constitui o concelho.

 

O impacto da Regeneração traduziu-se em melhoramentos materiais na região, com as estradas, o caminho de ferro, as fábricas, a opulência de algumas quintas residenciais da burguesia e a construção do edifício dos Paços do Concelho. Nesta época, Alenquer ganha importância industrial.

 

Os movimentos literário e artístico do Romantismo passaram pela Casa de João de Deus, na Cortegana, pela casa do pintor Ribeiro Cristino, do «Grupo do Leão», no Arneiro, pela Casa de Guilherme João Carlos Henriques na Carnota e pelas «Farpas» de Ramalho Ortigão, que reclamava «durante o verão pelo menos, um vapor em que se navegue pelo Tejo acima até ao Carregado, como noutro tempo». O liberalismo e a sua repercussão cultural mudaram, assim, a face de Alenquer no século XIX.

 

Entre os seus filhos mais ilustres, Alenquer conta o humanista Damião de Góis, que aqui nasceu, em 1501, e também aqui veio a morrer, em 1574, e Pêro de Alenquer, piloto que acompanhou Bartolomeu Dias, em 1488, na passagem do Cabo da Boa Esperança, e Vasco da Gama, em 1497, na viagem à Índia.