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Priscovero

Prisco e Vero foram dois gladiadores da Roma Antiga que lutaram entre si nos Jogos Inaugurais do Coliseu, que tiveram lugar no ano 80 d.C. Da união dos seus nomes nasceu este blogue.

Priscovero

História de Alijó

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O primeiro foral foi concedido por D. Sancho II, em 1226. Mas antes, já ia longa a história de Alijó. Diversas antas e dólmens existentes nalgumas freguesias do concelho provam que o povoamento remonta, pelo menos, ao período Megalítico. Os povos castrejos, que por aqui se fixaram por volta do X milénio a.C., deixaram os seus redutos fortificados como legado.

 

Tendo como fronteira sul o rio Douro, sofreu as investidas muçulmanas e as invasões espanholas. Com a Reconquista Cristã, o território começou a ser repovoado. No entanto, só a partir dos séculos XII e XIII é que se assistiu a uma ocupação ordenada, tendo sido atraídos para aqui vários representantes da nobreza e da alta burguesia. Foi o caso do marquês de Távora, primeiro donatário de Alijó.

 

Manuel Alves Plácido, em O Povoamento do Concelho de Alijó, resumiu o processo global de povoamento nesta circunscrição administrativa: «Depois de um período de mais um século - de D. Afonso I a Afonso II das Astúrias - em que esta região, como afinal toda a de Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes, abandonada por parte do poder central, tanto de mouros como de cristãos, oferecia o aspeto de geral abatimento, foi-se portanto repovoando pouco a pouco mercê da ação de reis, nobres e clero. Surgindo, normalmente, mais ou menos próximo de castros romanos ou pré-romanos, vilas rústicas, casais, herdades foram-se espalhando para dar origem muitas vezes a povoados, alguns dos quais com o seu foral que, num caso ou noutro, veio a promover a autonomia municipal».

 

Alijó tem tradições antiquíssimas no respeitante a feiras, festas e romarias, que são também uma importante atração turística da região.