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Priscovero

Prisco e Vero foram dois gladiadores da Roma Antiga que lutaram entre si nos Jogos Inaugurais do Coliseu, que tiveram lugar no ano 80 d.C. Da união dos seus nomes nasceu este blogue.

Priscovero

História de Aljezur

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A região foi habitada desde tempos pré-históricos, como comprovam os achados arqueológicos em pedra polida e sílex, entre outros, atribuídos ao período Neolítico. A vila foi fundada no século X pelos árabes, que permaneceram durante muito tempo na região, deixando costumes e tradições que se mantiveram após a reconquista cristã. Aljezur foi tomada aos mouros em 1249.

 

Em 1280, D. Dinis concedeu-lhe foral, a primeira carta de foral concedida pelo monarca a uma terra algarvia. Em junho de 1504, D. Manuel reformou a Carta Diplomática de D. Dinis e concedeu novo foral à “honrada Aljezur".

 

No século XVII, foi construído o Forte da Arrifana, edificado em 1635 e reedificado em 1670, que tinha como principal função a defesa de uma armação de pesca que, já em 1516, existia neste local.

 

Em 1673 foi mandado construir o Forte da Carrapateira. Na época, após a Restauração, durante os reinados de D. Afonso VI e seu irmão, D. Pedro II, os mares portugueses estavam cheios de corsários marroquinos que desembarcavam nos ancoradouros marítimos sem defesa militar. Os corsários iniciavam, então, o assalto às povoações mais próximas. Carrapateira ergue-se entre duas praias de fácil desembarque: a da Bordeira, a norte, e a do Amado, a sul. Dessas praias dirigiam-se ao casario e praticavam com violência o roubo e a destruição. Levavam consigo, no espólio do massacre, jovens de ambos os sexos que eram vendidos como escravos nos mercados de Argel.

 

O município sofreu uma enorme destruição com o terramoto de 1755. Afastando-se dos escombros da vila, o bispo D. Francisco Gomes de Avelar projetou e mandou construir em frente ao castelo o templo da Igreja Nova, com o propósito de encontrar um espaço plano e arejado, não apenas para a igreja, mas também para o novo aglomerado urbano que aí deveria nascer.